ofimdacadeiraderodas.blogspot.com - A cura para Lesão Medular
Este Blog foi criado no intuito de registrar a contagem regressiva da humanidade na cura e religamento da Medula em casos de Lesões Medulares.
sexta-feira, 4 de maio de 2012
Disfunção ejaculatória, Qualidade do sêmen, Disreflexia autonômica
Infertilidade
1- Quais são as principais causas de infertilidade em homens com lesão da medula espinal?
As principais causas de infertilidade são a disfunção ejaculatória e o esperma de qualidade pobre.
Disfunção ejaculatória:
1. É possível o restabelecimento da função ejaculatória ?
Menos do 10 % de todos os homens com lesão da medula espinal, são capazes de obter a ejaculação durante o ato sexual ou através da masturbação.
Com a estimulação vibratória peniana é possível induzir a ejaculação na maioria dos casos em homens com lesão da medula espinal.
2. Que tipo de equipamento vibrador deve ser usado?
Para obter o resultado desejado (ejaculação) é requerido um aparelho vibrador com uma freqüência e uma amplitude adequada , como a que foi determinada pelos estudos e reportes nos jornais médicos.
3. O que acontece com a sensação dos orgasmos?
Em homens com lesão da medula espinal completa , não pode ser apreciada nenhuma sensação de orgasmo, embora os sucessos na ejaculação sejam freqüentemente seguidos do relaxamento das partes do corpo, por baixo do nível de lesão.
Qualidade do sêmen
1. Quão pobre é a qualidade do sêmen?
Em geral, a qualidade do sêmen é pobre devido ao decrescimento da mobilidade (movimentos) do esperma em comparação com os padrões obtidos em laboratório (níveis médios) em homens sem lesão da medula espinal.Conseqüentemente, a procriação natural pode ser difícil ou ainda impossível.
2. A qualidade do sêmen , pode se deteriorar ainda mais com o tempo?
Não, todos os dados científicos não mostram relação entre a qualidade do sêmen e o transcurso do tempo desde a ocorrência da lesão. É bem sabido que os homens com lesão da medula espinal tem maiores riscos de contraírem infeções do trato urinário do que aqueles sem lesão da medula espinal. Conseqüentemente, a percentagem de infeções no epidídimo e nos testículos, é relativamente alta em homens com lesão da medula espinal e poderia causar maiores danos no esperma, assim como na espermatogênese.
Por isso, a criopreservação do sêmen ao começarem os sintomas de lesão da medula espinal, é recomendável.
3. É possível melhorar a qualidade do sêmen?
Até hoje, dois estudos demonstraram alguma melhora na qualidade do sêmen depois de repetidas ejaculações (pelo menos uma vez por semana) usando a estimulação vibratória peniana.
Um outro estudo recente, não demonstrou melhoras no sêmen depois de repetidas ejaculações vibratórias.
4. É possível obter uma gravidez natural em casa?
Sim, mais de 50 casos de gravidez envolvendo homens com SCI foram reportados na literatura médica. Todas elas foram conseguidas seguindo a estimulação vibratória peniana e a inseminação vaginal.
5.. Existem outras formas de engravidar?
Em vários estudos recentes ficou demonstrado que a percentagem de gravidez por ciclo de tratamento em casais com lesão de medula espinal, poderia se aproximar ao 25% quando forem usadas técnicas de reprodução assistidas.
Fazendo um paralelo, a percentagem de gravidez por ciclo durante a procriação natural em casais saudáveis e férteis com desejos de engravidar, é de 25-30 %
Disreflexia autonômica
A disreflexia autonômica, usualmente registrada como uma repentina e intensa dor de cabeça, é um aumento rápido da pressão sangüínea devido a uma excessiva ativação do sistema nervoso autonômico. Se a sua lesão de medula espinal for superior ao nível T6, seu corpo deve ter perdido a habilidade de controlar a pressão de forma automática.
A disreflexia autonômica poderia ser causada por vários fatores, como por exemplo, uma excessiva dilatação do ventre ou da bexiga. Este procedimento envolve a ejaculação, incluindo a estimulação vibratória peniana, e poderia precipitar um episódio agudo de disreflexia autonômica.
Se sua lesão da medula espinal for maior de T6, você deveria obter as instruções do seu médico antes de iniciar a estimulação vibratória peniana, tendo em conta a possibilidade do desenvolvimento de disreflexia autonômica, suas conseqüências potenciais e o tratamento em resposta aos possíveis sintomas, e também como profilaxia preventiva.
Texto completo
Fonte: Medical Vibrador
quinta-feira, 26 de abril de 2012
terça-feira, 24 de abril de 2012
As células-tronco e a ilusão chinesa
Uma investigação revela que nem o governo consegue acabar com esse engodo. Como os brasileiros podem se proteger
É possível enxergar a realidade de várias formas, mas uma doença grave na família quase sempre canaliza os olhares para um foco único: o da esperança. A confiança em uma coisa boa é apenas uma das definições de esperança, segundo o Dicionário Houaiss. Há uma outra. Ela quase sempre escapa pela janela quando a moléstia avança pela porta: esperança é algo que não passa de uma ilusão.
Nos últimos anos, famílias de brasileiros que enfrentam graves doenças foram atraídos pelas promessas de cura feitas por empresas instaladas na China. As células-tronco chinesas viraram a panaceia do novo milênio. Em apenas um site da internet, é possível receber a oferta de soluções para problemas que nem as melhores cabeças do mundo, somadas, foram capazes de encontrar.
Autismo, ataxia, esclerose lateral amiotrófica (a doença do famoso físico britânico Stephen Hawking), paralisia cerebral, derrame, lesão medular, distrofia muscular, epilepsia, Parkinson, doença de Huntington. A lista é ainda maior.
Por milhares de dólares, as empresas oferecem injeções de células-tronco que ninguém sabe de onde vêm. Os cientistas mais respeitados do mundo nessa área não sabem se os chineses usam células-tronco embrionárias (aquelas que tem o potencial de gerar qualquer tecido do organismo) ou células de tecidos específicos extraídas de fetos abortados. Ninguém sabe o que os chineses fazem porque eles simplesmente não publicam seus “achados” em revistas científicas.
O que se sabe é que eles cobram caro para submeter os pacientes a experiências que, além de não curar, podem piorar a condição dos doentes. As empresas atraem novos clientes por meio de sites que exibem depoimentos de pessoas que receberam as injeções e dizem ter observado melhorias.
Pode ser efeito placebo. Pode ser um ganho momentâneo provocado por remédios ou fisioterapia. Pode ser qualquer coisa. Inclusive, não ser verdade. É impossível afirmar que essas injeções sejam seguras e eficazes sem acompanhar os pacientes por um longo período, com método científico, e publicar os achados (satisfatórios e insatisfatórios) em revistas científicas. É assim que a ciência caminha. Enquanto isso não é feito, o que os chineses estão fazendo tem nome: charlatanismo.
É compreensível que os brasileiros se comovam com a história de crianças e adultos que enxergam nas promessas chinesas uma única chance. Brasileiro, felizmente, tem coração grande. Mas o altruísmo não pode embotar o conhecimento e a capacidade de reflexão.
Campanhas são feitas em todo o Brasil por famílias que tentam arrecadar dinheiro para a viagem e o falso tratamento. Digo falso porque nas condições em que são oferecidas essas experiências jamais poderiam ser chamadas de tratamento. Carros são doados, municípios inteiros se mobilizam, comunicadores divulgam os apelos.
Melhor seria se a energia e o dinheiro reunidos fossem aplicados na assistência a esses pacientes aqui mesmo no Brasil. Com os recursos terapêuticos que já existem e que foram submetidos ao crivo da ciência. Eles não curam, eles melhoram a qualidade de vida do paciente de forma limitada…Tudo isso é verdade mas, infelizmente, é o que a ciência e a medicina podem oferecer no momento.
“Ir atrás desses tratamentos na China é uma temeridade”, diz Stevens Rehen, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro e pesquisador do Laboratório Nacional de Células-Tronco (Lance). “Não só pelo dinheiro desperdiçado, mas pelo risco envolvido. É difícil transmitir isso a uma família desesperada, mas o fato é que os doentes podem piorar em vez de melhorar.”
Para ficar em apenas dois exemplos, essas experiências podem provocar câncer e doenças autoimunes. Se as células-tronco embrionárias têm o potencial de se transformar em qualquer tecido, elas podem dar origem a um tumor em vez de corrigir o defeito que se pretende corrigir.
As injeções também podem confundir o sistema imune. “Temos uma biblioteca de anticorpos. A injeção de células estranhas pode fazer o organismo atacar aquelas novas células e também as do próprio paciente”, diz Rehen.
Na semana passada, a revista científica Naturepublicou uma investigação sobre esse triste turismo médico na China. Segundo a publicação, o Ministério da Saúde chinês classificou essas experiências como altamente arriscadas e determinou uma auditoria nas empresas antes que elas pudessem oferecer esses serviços. Nenhuma delas recebeu aprovação das autoridades sanitárias da China para funcionar.
A medida não teve nenhum efeito prático.
“Em 2009, havia cerca de cem empresas oferecendo experiências com células-tronco na China”, disse à Nature Doug Sipp, pesquisador do Riken Center for Developmental Biology, em Kobe, no Japão. “Mesmo depois da reforma proposta pelo Ministério da Saúde, essa indústria continua crescendo.”
Em janeiro, o governo chinês anunciou um pacote para moralizar o setor. Qualquer organização que trabalhe com células-tronco deve registrar as pesquisas em andamento e possíveis atividades clínicas, declarar de onde vêm as células-tronco e quais são seus procedimentos em relação à ética em pesquisa.
O Ministério da Saúde chinês pediu às autoridades locais que interrompam qualquer uso clínico de células-tronco que não tenham recebido aprovação prévia. E lançou uma moratória nacional para barrar qualquer novo estudo clínico com células-tronco. Determinou também que não seja cobrado nenhum valor dos pacientes inscritos nessas experiências.
Cobrar milhares de dólares para submeter um paciente a uma experiência, sem nenhuma garantia de segurança e eficácia, é uma das mais sórdidas atividades econômicas desses novos tempos. É muito difícil fazer uma família perceber isso no momento em que se apega a toda e qualquer esperança. Alertar é a obrigação de quem tem distanciamento suficiente para enxergar a cena completa.
Como bem lembra o editorial da Nature, nas décadas de 30 e 40 do século passado, os médicos se convenceram de que o acesso à lobotomia (intervenção cirúrgica radical no cérebro para tratar esquizofrenia e outros males) era tão ugente que não seria possível aguardar o processo de comprovação de segurança e eficácia. Os cérebros de milhares de pacientes foram mutilados antes que os críticos conseguissem reunir argumentos e evidências suficientes para banir o uso da lobotomia.
É grande a semelhança com o que acontece hoje na China.
Infelizmente, a ciência não avança na velocidade esperada pela sociedade. Mas cautela é fundamental. Nesta semana, o Brasil deu mais um passo ao anunciar a liberação de R$ 15 milhões para estimular as pesquisas com células-tronco em oito centros de tecnologia celular.
Todo dinheiro é bem-vindo, mas é preciso ir além. Não é de hoje que os pesquisadores lutam contra a burocracia da Anvisa para conseguir importar reagentes e material biológico. As células não chegam ou chegam mortas aos laboratórios. São desperdiçados tempo, energia e dinheiro.
Os centros também precisam de novas regras para conseguir contratar pessoal com rapidez e com salários atraentes. No laboratório de Rehen, os profissionais são contratados por meio de bolsas. É difícil, quase impossível, reter um bom pesquisador com salários entre R$ 2 mil e R$ 2,5 mil.
“Acabei de perder um ótimo profissional. Vai trabalhar na L’Oréal, em Paris”, diz Rehen.
Sorte do garoto. Azar o nosso.
Fonte: Revista Época
terça-feira, 17 de abril de 2012
Almofadas de posicionamento

Adequação Postural em Cadeira de Rodas
Sistema Digitalizado para escoliose
Almofadas de posicionamento
Simulador de cadeira de rodas
A Digitis Brasil disponibiliza para centros de Reabilitação, clínicas e instituições um simulador de cadeira de rodas que viabiliza o trabalho de Adequação Postural em Cadeira de Rodas.
Com o simulador de Cadeira de Rodas os centros de reabilitação são capazes de simular qualquer variação métrica e angular possível em uma cadeira de rodas, o simulador também permite a modelação do corpo do paciente para a confecção dos sistemas customizados e digitalizados.
Com os dados obtidos através da avaliação com o simulador o centro de reabilitação envia as informações para que a Digitis Brasil prossiga com a produção dos sistemas.
Vantagens de se trabalhar com o simulador de cadeira de rodas e o sistema Digitis Brasil de Assento e Encosto.
Permite atender todos os pacientes, deficiência motora leve a severa.
Redução da margem de erro das cadeiras de rodas adaptadas com sua utilização.
Permite uma vivência real do paciente na postura antes da prescrição do sistema.
Permite o envio de informações tridimensionais por e-mail reduzindo o custo operacional.
As almofadas são produzidas com encaixe perfeito reduzindo ou eliminando a mão de obra dos técnicos ortopédicos.
Site: http://www.digitisbrasil.com.br/
quinta-feira, 5 de abril de 2012
sábado, 31 de março de 2012
Músculos artificiais e estruturas robóticas fazem pessoas voltarem a andar no Japão
Na quarta reportagem da série Máquinas da Vida, veja como a tecnologia está fazendo com que pessoas que perderam os movimentos do corpo tenham esperança de voltar a andar. Seu Satoka, de 71 anos, teve o lado esquerdo do corpo paralisado após um derrame cerebral. Na reabilitação, ele testa uma roupa robótica que o permite caminhar. Já Minori foi parar em uma cadeira de rodas devido a um erro médico em uma cirurgia. Ela entrou em depressão e quis até se suicidar. Hoje, graças a um andador com músculos artificiais ela pode andar e já chegou a participar de uma corrida de rua. Assista!
quarta-feira, 28 de março de 2012
Pacientes retomam sensibilidade e autonomia após transplante de células-tronco

Pacientes que receberam transplante de células-tronco têm conseguindo recuperar a sensibilidade e a autonomia diante de funções consideradas simples para quem não tem problema, mas extremamente importantes como controlar a urina e as fezes
Foto: Marina Silva Marlon já fica de pé após 3 meses de tratamento
Cinco meses. Esse foi o tempo entre o transplante de células-tronco e a recuperação da sensibilidade das pernas e costas do estudante paulista Bruno Esteves Sanchez. Há cerca de dois anos, ele foi vítima de um acidente de moto que provocou uma lesão na coluna vertebral. Nas previsões mais otimistas, os médicos acreditavam que ele voltaria, no máximo, a conseguir ficar sentado.
Nesta terça (27), durante a inauguração do Centro de Estudo e Pesquisa em Reabilitação do Hospital Espanhol, Bruno mostrou os resultados do tratamento iniciado em outubro passado: ele senta, controla os espasmos respiratórios e musculares, consegue sentir o toque nas costas e pernas, além de conseguir levantar.
O progresso do jovem foi acompanhado pela equipe de reportagem do CORREIO, que publicou na Coluna Saúde, em novembro, as primeiras notícias um mês após a cirurgia.
Para quem achou que passaria o resto dos seus dias numa cama, Bruno já pensa, inclusive, em retomar sua vida na universidade. “Na época do acidente não conseguia nem levantar da cama. Por causa da lesão, eu tinha acessos respiratórios e musculares que comprometiam minha respiração e fala”, lembra ele, com um sorriso vitorioso de quem já superou a pior fase.
progressos Atualmente, em maior ou menor grau, todos oito pacientes que realizaram o transplante têm percebido melhoras nos seus quadros clínicos, conseguindo recuperar a sensibilidade e a autonomia diante de funções consideradas simples para quem não tem problemas de mobilidade, mas extremamente importantes como controlar a urina e as fezes.
Em abril, a equipe espera iniciar o tratamento em mais seis pacientes e, ao longo do ano, chegar a 20 pacientes contemplados. A pesquisa, ainda em fase inicial, começou em 2010, conta com o financiamento do Ministério da Saúde e tem como parceiros a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o Hospital Espanhol e o Centro de Biotecnologia e Terapia Celular do Hospital São Rafael (CBTC).
Para a fisioterapeuta e coordenadora do Centro do Espanhol, Ana Martinez, com a abertura desse espaço, a pesquisa consegue duplicar a capacidade de tratamento. Os pacientes transplantados passam a contar com o Centro do Espanhol e a Clínica de Reabilitação da Estácio-FIB, no Stiep.
“Procuramos dotar os espaços com a estrutura necessária para que o desenvolvimento do tratamento aconteça da melhor forma possível”, esclareceu a fisioterapeuta, destacando que o centro tem equipamentos que auxiliam no desenvolvimento de técnicas modernas da fisioterapia, como exercícios interativos com jogos eletrônicos, a exemplo do Kinect e a wiiterapia, da Nitendo.

Pacientes retomam sensibilidade e autonomia após transplante de células-tronco
Inovações
O ‘milagre’ alcançado pelos oito transplantados foi conseguido graças à junção entre duas inovações baianas: a terapia com células-tronco aplicada em trauma raquimedular e a técnica de fisioterapia chamada de Kinesioplasticidade.
Segundo a fisioterapeuta Cláudia Bahia, uma das responsáveis pelo desenvolvimento da nova técnica, uma vez que o paciente recebe o transplante de células-tronco, elas começam a se multiplicar regenerando a área lesada. “A partir daí, pegamos essas células e, por meio de postura e exercícios específicos, ensinamos essas células a executarem novamente o movimento perdido”, esclarece.
É claro que a meta de Bruno e dos demais é retomar o movimento das pernas. No entanto, o ganho da qualidade de vida e da independência já são comemorados como vitórias importantes.
Força
Natural de Ituberá, no Baixo Sul baiano, o estudante Marlon Silva Viana,23 anos, perdeu o movimento das pernas em 2009, num acidente de moto. Em 5 de dezembro passado, ele foi submetido ao transplante.
Três meses apenas após o início do tratamento, ele recuperou a sensibilidade das pernas, ganhou força suficiente para ficar de pé, ganhou a noção do impacto de passos e toques nos ossos e conseguiu controlar a bexiga. “Os ganhos foram muitos e em pouco tempo, estou confiante no que ainda vou conseguir de recuperação”, comemora.
O método de transplante de células tronco começou a ser estudado na Bahia há seis anos, por pesquisadores da Fundação Osvaldo Cruz e dos hospitais Espanhol e São Rafael.Os estudos iniciais mostraram que cães e gatos que receberam injeções dessas células recuperaram parte dos movimentos perdidos.

Pacientes vêm de outros estados
Sérgio Alencar de Castro, 37 anos, também esteve na inauguração do Centro. Em julho de 2010, no banco de trás de um automóvel e sem cinto de segurança, ele – que morava em Minas Gerais – foi vítima de um acidente e teve lesão na coluna vertebral em nível 5.
Depois de um ano de reabilitação do Hospital Sarah Kubitschek, em Brasília, ele se candidatou e foi escolhido para participar do transplante de células- tronco na Bahia.
Para conseguir a qualidade de vida já alcançada pelos demais transplantados, ele já fez a coleta das células e aguarda o procedimento cirúrgico para iniciar o tratamento fisioterápico que consiste em uma etapa inicial que dura 60 dias, intensivamente, nos turnos matutino e vespertino. Como os pacientes que vieram de fora, Sérgio transferiu sua vida para a capital do estado para conseguir acompanhar o tratamento fisioterápico e participar das avaliações médicas.
Inovações
Outra paciente que também se transferiu para a Bahia foi Rejane Cantídio,34. Natural de Tocantins, ela sofreu um acidente de carro, em 2006, que resultou numa lesão medular. Por meio de um programa de TV, Rejane soube que a esperança de retomar sua vida podia estar na Bahia e não titubeou em se transferir para o estado. Agora, ela aguarda sua vez para realizar o transplante.
Terminada a etapa de implantação das células-tronco, Cláudia Bahia e sua equipe trabalham mais 120 dias, apenas em um turno, aprimorando o conhecimento do movimento. “A base do processo consiste em reativar a memória do movimento que havia antes da lesão e ensinar às novas células presentes na medula como se executa o gesto”, diz a fisioterapeuta, destacando que os movimentos treinados são o rolar, engatinhar e andar.
“Ao final de 180 dias, buscamos relembrar ao corpo toda a possibilidade de mobilidade esquecida”, diz a fisioterapeuta que, ainda nesse primeiro semestre, deve lançar junto com a também fisioterapeuta Thaís Miranda, um livro abordando o novo método criado especificamente para os transplantados.
Técnica pioneira retira células-tronco da região da bacia
Primeira capital do Brasil, sede da primeira Faculdade de Medicina no país, Salvador também foi o lugar escolhido para a realização do primeiro transplante de células-tronco em paciente com trauma raquimedular, utilizando a técnica de cultura de células mesenquimais do país.
A técnica que utiliza a cultura de células-tronco mesenquimais consiste na retirada, por meio de aspiração, das células da região da bacia. Num ambiente específico, as células se reproduzem e depois de quatro semanas são reimplantadas no corpo, mais especificamente no local lesionado. “Para esse transplante, buscamos utilizar controles rigorosos que garantissem a segurança no desenvolvimento dessas células”, completou a pesquisadora Milena Soares, da FioCruz.
O procedimento de transplante tem à frente o coordenador do Serviço de Neurocirurgia do HE, Marcus Vinícius Mendonça. Desde agosto de 2010, vinte pacientes paraplégicos voluntários participam da iniciativa, que tem como objetivo a recuperação de movimentos comprometidos. Vale salientar que este é o primeiro estudo em trauma raquimedular do Brasil, que utiliza culturas de células-tronco mesenquimais.
Por: Carmen Vasconcelos
carmen.vasconcelos@redebahia.com.br
Fonte: Correio 24 horas
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